• Empoderamento do idoso

    [Por Marcelo Levites, em Estadão, 28/08/17] Muito se fala hoje em dia sobre o empoderamento. Da mulher, do negro, dos estudantes e por aí segue. O conceito de empoderamento social é dar direito a uma comunidade para que tenha voz e decisão.

    O empoderamento social deve ser entendido como um processo pelo qual podem acontecer transformações nas relações sociais, políticas, culturais, econômicas e de poder.

    Com o aumento da expectativa de vida, a longevidade passou a ser vista como um ganho para a sociedade e trouxe consigo uma geração de idosos dispostos a se livrar do estereótipo de “vovô ou vovó”.

    O avanço da tecnologia e da medicina está proporcionando uma vida mais longeva e com qualidade, além de uma consciência social, produtiva e de consumo que tem levado muitas empresas a criar produtos específicos para os idosos. São viagens, cursos, imóveis e até empregos específicos para pessoas acima dos 65 anos e que, diferente de décadas atrás, sentem muito orgulho de terem envelhecido e fazem valer seus direitos.

    São homens e mulheres que cuidam de sua saúde, da sua vida social e das atividades econômicas de dar inveja aos mais jovens. São idosos empoderados do seu papel na sociedade, na política e na economia.

    Esse empoderamento faz sentido à medida em que serão 2 bilhões de pessoas acima dos 60 anos em 2020, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).  Mas para que este poder possa fazer sentido é preciso que realmente tratemos os idosos com o respeito e a decência que lhes são devidos.

    E, para o idoso, é preciso lembrar a cada dia que envelhecer não é um problema, mas faz parte do ciclo da vida. O fato é que envelhecer pode assustar, mas o importante é cuidar da saúde, praticar exercícios físicos e mentais para que as rugas sejam de experiência e não de estresse. Viva mais e melhor.

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  • Idosos superam artrite e até depressão com esporte: "Prefiro morrer na quadra a largar isso"

    [Por Bem Estar (G1), 29/08/17] Faz frio em Itatiba (SP) na terça-feira, mas a temperatura não intimida Regina Sartorato, que separa o short, a camiseta e as joelheiras - porque é dia de vôlei.

    O time todo está em quadra, porque é preciso treinar para o campeonato que está chegando. Elas são as atuais campeãs dos Jogos Regionais dos Idosos (Jori) do Estado de São Paulo e serão time a ser batido - ou seja, é hora de suar a camisa.

    Parece a rotina de um time qualquer, não fosse pela média de idade das jogadoras. Elas têm entre 60 e 70 anos e "se descobriram" atletas depois da aposentadoria.

    Elas se dedicam com afinco aos dois treinos semanais, de uma hora e meia cada um. E aprenderam a conviver com dores típicas desta idade, como dores musculares ou nas juntas.

    "Quando meu marido me inscreveu para jogar, eu disse: você é louco, eu sofro da coluna. Mas na quadra eu não sinto dor nenhuma. Me sinto uma menina de 35 anos", disse à BBC Brasil Dalva Assunção, de 69 anos. Ela trabalhou na roça com a enxada por muito tempo e disse "nunca ter visto bola na vida" até descobrir o time, quatro anos atrás.

    Se no caso de Dalva, o vôlei ajuda a aliviar a dor, em outros, traz novos desafios.

    Como no caso de Maria do Socorro de Oliveira, que há um ano descobriu sofrer de artrite reumatoide. "É uma artrite que não tem cura, tem que estar tratando sempre. Ela dá muita dor. Mas como eu gosto muito, eu tomo cortisona e aí eu consigo vir treinar", contou.

    Aos 74 anos, não há mais o que a tire da quadra. "Já saí de braço aqui, com Helder me carregando e fui direto para o UPA (Unidade de Pronto Atendimento), porque eu não conseguia andar. A artrite reumatoide pega as juntas, o braço, a coluna, tudo. Mas eu enfrento, porque me faz muito bem."

    Além das limitações físicas, muitas das mulheres que jogam na equipe - que chamam de time da "melhor idade" - em Itatiba enfrentam dores ainda mais profundas fora de quadra, por conta da perda dos maridos, de filhos ou da solidão que acompanha a velhice.

    Regina Sartorato, de 74 anos, teve de lidar com depressão após a morte de seu companheiro, em 2014. Ela não queria mais treinar e pensou em "se aposentar" de vez. Mas a família foi quem lhe convenceu do contrário. "Eles disseram que era para eu continuar, porque era isso que ele gostaria que eu fizesse. E o vôlei me ajuda muito. Porque a vida continua, não é?".

    Hoje, no alto de seus 1,80 m, ela é um dos destaques do time no ataque. Mas o vôlei que elas jogam é um pouco diferente. Aqui vale segurar a bola dentro da quadra antes de passá-la para a outra jogadora - só não vale andar com ela. São seis atletas em quadra, como na regra normal, e os jogos têm até três sets de 15 pontos. A bola é mais murcha e não é permitido saltar na hora do ataque (dar "cortada") - tudo no vôlei adaptado é pensado para preservar a saúde das atletas.

    Início

     

    O time de "vôlei adaptado" da terceira idade da cidade, que fica a 90 km de São Paulo e é do lado de Campinas, surgiu em 2003. Algumas estão lá há mais de dez anos; outras ainda são "novatas" e não estiveram na fatídica estreia da equipe em competições, quando Itatiba tomou sonoros 15 x 0 e 15 x 1 no único jogo que disputou naquele ano.

    "Com um mês de treino, eu quis levá-las à primeira edição dos Jogos Regionais do Idoso (Jori). Perdemos feio. Mas a gente não desistiu", contou Tecla Jorenti, de 70 anos, responsável pelo início do projeto.

    Tecla foi atleta de basquete e atletismo na universidade e se formou em Educação Física. Assim que assumiu o projeto de ginástica para a 3ª idade da prefeitura de Itatiba, passou a pesquisar que outros esportes poderiam ser praticados nessa fase da vida. Foi quando descobriu o vôlei adaptado.

    "Minha ideia era para melhorar a qualidade de vida e socialização, para que elas interagissem mais entre elas. Porque tinha mulher na ginástica que era muito sozinha, viúva, não tinha companhia para sair."

    A ginástica, então, virou vôlei adaptado. Mas, de cara, a experiência não deu muito certo. O medo da bola ainda predominava.

    Após a disputa do primeiro Jori, quando elas tinham apenas seis jogadoras, pensaram em desistir.

    "Todas ficaram decepcionadas quando foi 15 a 0 e 15 a 1", conta Tecla. "Elas não estavam acostumadas, eram todas dona de casa. Então a bola vinha e elas desviavam. Fizemos um ponto de saque só. Aí fomos treinando, jogando e logo deslanchou."

    Benefícios

     

    Das seis atletas que começaram, duas ainda estão na equipe, que hoje conta com 25 mulheres. Jorenti que, no começo, era a técnica do time, por não ter idade ainda para ser jogadora, hoje faz parte da equipe.

    E se lá em 2003, Itatiba passou "vergonha" nos Jogos Regionais do Idoso, hoje elas acumulam dois vice-campeonatos na categoria de 60 anos, além do título da categoria dos 70.

    No treino, todas elas chegaram exibindo as medalhas para a reportagem - e até começaram o alongamento sem tirá-las do peito.

    "Nunca pensei que nessa idade eu iria ter os títulos que tenho", diz Regina Sartorato, que atua no time desde o primeiro campeonato, há 14 anos.

    "Meus netos se enaltecem com a avó", conta Maria do Socorro. "Falam para todo mundo: 'minha avó joga vôlei'. E me sinto orgulhosa de poder fazer isso, me traz autoafirmação, valores, respeito. Recomendaria a todas as pessoas da terceira idade que fizessem."

    Agora, elas se preparam para o Jogos Abertos do Idoso (Jai) de outubro, em Sertãozinho. Será a final estadual da competição, que tem outras oito etapas regionais, está na 21ª edição, conta com a participação de 300 cidades paulistas e envolve mais de 14 mil atletas a partir de 60 anos. O esquema é similar aos Jogos Universitários, com quatro dias de competição, e as pessoas dormindo em colchões nos alojamentos (geralmente, salas de aulas nas escolas).

    Mas para as atletas de Itatiba, o campeonato, os títulos e as medalhas são apenas o complemento. O que elas mais ganham com o vôlei é vida.

    "A gente vive mais. Você não pensa que você está velho, você pensa que está jovem. Eu jogo aqui hoje, amanhã em Campinas, depois volto para o amistoso...não tem tempo para ficar pensando em velhice", disse Dalva Assunção.

    "Eu iria morrer na quadra, mas eu não largaria. Com toda a sinceridade. Só se não tiver jeito, que eu tenha que vir de cadeira de roda", concluiu Maria do Socorro.

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  • Envelhecimento populacional estimulará juros maiores, diz estudo

    [Por Revista Exame] Londres – O envelhecimento populacional na China e na Europa deverá transformar a economia global, provocando um aumento nas taxas de juros que pode preparar o cenário para uma disputa entre velhos e jovens.

    É o que dizem Charles Goodhart e Manoj Pradhan, que pintam um quadro abrangente do panorama econômico futuro em um novo artigo publicado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

    No artigo, o professor da London School of Economics e o ex-economista do Morgan Stanley rejeitam a visão popular de que o envelhecimento populacional diminuirá o crescimento e derrubará os juros. A pesquisa contrasta com os modelos citados pelo Federal Reserve, que projetam que os juros reais ajustados pela inflação estarão intrinsecamente ligados ao crescimento potencial.

    “Já passamos pelo ponto demográfico ideal, e tanto a taxa de juros real de equilíbrio quanto a inflação provavelmente já pararam de cair”, escreveram Goodhart e Pradhan. “Os problemas futuros agora podem se intensificar com a piora da estrutura demográfica e com a redução do crescimento, e há pouca tolerância para uma grande inflação.”

    As três décadas de procura por novos trabalhadores da Ásia e de outros mercados emergentes ampliaram os retornos dos investidores em títulos graças ao crescimento fraco dos preços, criando um ponto ideal para os donos do capital que agora está sendo revertido, escreveram os autores.

    Mas as tendências demográficas deverão ser a força motriz do preço da mão de obra e do capital nas grandes economias, e o envelhecimento da população, por sua vez, consumirá as taxas de poupança e compensará a redução correspondente do gasto com investimento, que tende a cair quando a demanda é menor.

    Essa dinâmica deverá estimular um aumento do custo efetivo do capital, ou do juro real, estimam os autores, rejeitando a visão dos pesquisadores do Fed de que o juro real permanecerá baixo em meio ao crescimento potencial fraco.

    Uma das principais razões para a crença de Goodhart e Pradhan de que os trabalhadores ajustarão suas taxas de poupança enquanto ainda estiverem no mercado de trabalho, ancorando assim os juros, é a projeção de que os benefícios sociais continuarão existindo nas economias avançadas. Isso diminuiria o incentivo para os trabalhadores aumentarem suas poupanças e estimularia uma rápida “dissolução” da aposentadoria.

    Não faltam contrapontos para essa visão, como a necessidade persistente de “ativos seguros” por parte dos poupadores, o que aumenta a demanda por dívidas com classificação alta e limita os rendimentos. Enquanto isso, o poder de compra dos consumidores aposentados não estará garantido se os jovens começarem a contra-atacar, e as inovações tecnológicas poderão dar nova forma ao panorama da produtividade e dos juros.

    Os autores reconhecem a validade de alguns desses contrapontos, mas argumentam que os dados demográficos são consistentemente mais poderosos do que a projeção dos modelos típicos.

    À medida que mais empresas presentearem os proverbiais relógios de aposentadoria a um número crescente de trabalhadores, os mercados de trabalho mais apertados também deverão elevar os salários, ajudando a reduzir a desigualdade em todas as economias avançadas no processo, dizem eles. Enquanto as taxas de poupança globais diminuem, a contagem regressiva da bomba-relógio da dívida avança, concluem.

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  • No lugar de remédios, dieta rica em fibra previne e melhora artrose no joelho

    [Por ViverBem, 22/06/17] 

    Você sofre com dores nos joelhos? Em vez de ir à farmácia, vá à feira e compre alimentos ricos em fibras. A recomendação é dos especialistas da Tufts University, em Boston, nos EUA. Um estudo publicado recentemente relaciona os benefícios de uma dieta saudável à melhora dos sintomas da artrose nos joelhos em pessoas com mais de 50 anos.

    Foram realizados dois grupos de estudo. O primeiro acompanhou, durante dois anos, 4.796 homens e mulheres diagnosticados com artrose (também conhecida como osteoartrite) ou com risco de desenvolver a doença.

    Os indivíduos que consumiram uma dieta rica em fibras – 22,4 gramas diários para mulheres e 28 gramas para homens – apresentaram 30% menos chance de desenvolver dores nos joelhos ou sensação de rigidez, sintomas típicos da artrose. Depois de quatro anos, os especialistas afirmaram que aqueles mesmos pacientes não tiveram piora da doença.

    O segundo grupo era formado por 1.268 adultos na faixa dos 50 anos e os resultados foram semelhantes: um quarto dos pacientes que capricharam na alimentação e incluíram frutas, legumes e vegetais na dieta tiveram 61% menos chance de apresentar os sintomas em comparação aos que ingeriam poucas fibras.

    Peso equilibrado, joelhos sem dores

    De acordo com Fernando Fabiano Castellano Júnior, reumatologista da Sociedade Paranaense de Reumatologia, o resultado do estudo está relacionado principalmente à alimentação saudável e ao peso adequado. Ao ingerir mais fibras, o indivíduo estaria mais predisposto à perda de peso, o que diminuiria a sobrecarga nos joelhos.

    O especialista lembra, também, que apenas a ingestão de fibras não é suficiente para o alívio dos sintomas ou da prevenção da artrose. “A melhora das dores e limitação está associada, também, a uma atividade física regular e hábitos saudáveis”, explica.

    E não é só isso. Quando alguém emagrece de modo saudável, o desgaste das articulações dos joelhos ocorre bem mais lentamente. “Se uma pessoa perde 10% do seu peso, ela reduz em 90% as chances de que a artrose piore nos próximos 10 anos”, de acordo com Sebastião Radominski, professor do departamento de reumatologia da UFPR.

    Anti-inflamatório natural

    Além de regular o colesterol e o açúcar no sangue, as fibras agem no intestino como um anti-inflamatório natural, diminuindo a absorção de substâncias tóxicas que causam inflamação e dor nas articulações, segundo Radominski.

    O que é artrose?

    Também chamada de osteoartrose ou osteoartrite, é uma doença comum e que afeta lenta e progressivamente a cartilagem das articulações. O desgaste ocorre ao longo da vida e também por conta de inflamações. Metade da população brasileira após os 50 anos tem artrose nos joelhos, mas nem todos sofrem com os sintomas. Estima-se que 100% das pessoas com mais de 85 anos apresentam a doença.

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  • Educação Continuada 2017 tem aula sobre DPOC

    Mais uma vez sucesso absoluto, a Educação Continuada da SBGG Paraná, realizada no sábado 05, teve como tema "DPOC no Idoso".

    O Dr. Rafael Klas, pneumologista do Hospital Santa Cruz, abordou os diagnóstico e tratamentos da DPOC no idoso, enquanto Paulo Coltro, corrdenador do núcleo de fisioterapia do Hospital do Idoso Zilda Arns, palestrou sobre a fisioterapêutica no tratamento da doença.

    "Sempre vale participar do Curso de Educação Continuada", comentou a Dra. Ivete Berkenbrock, associada da SBGG.

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Informações Científicas

  • 04/09/2017 - Empoderamento do idoso SAIBA MAIS >>>

  • 29/08/2017 - Idosos superam artrite e até depressão com esporte: "Prefiro morrer na quadra a largar isso" SAIBA MAIS >>>

  • 14/08/2017 - Envelhecimento populacional estimulará juros maiores, diz estudo SAIBA MAIS >>>

  • 08/08/2017 - No lugar de remédios, dieta rica em fibra previne e melhora artrose no joelho SAIBA MAIS >>>

  • 08/08/2017 - Educação Continuada 2017 tem aula sobre DPOC SAIBA MAIS >>>

Próximos Eventos

  • 20/09/2017 - 08:30h VI Jornada Científica

    IOP - Instituto de Oncologia do Paraná SAIBA MAIS >>>

  • 07/10/2017 - 08:00h I Simpósio Paranaense de Cuidados Paliativos

    https://www.sympla.com.br/i-simposio-paranaense-de-cuidados-paliativos__175604 SAIBA MAIS >>>

  • 11/11/2017 - 09:00h Educação Continuada

    Tema: Capacidade Civil do Idoso SAIBA MAIS >>>


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